Você pode estar feliz ou muito, muito triste. Você está sozinho e não há nada para ver aí: só o que você fez instantes antes de todas as luzes se apagarem. O que a sua mãe diria? Deixa pra lá. O que importa é que o país inteiro está no escuro para você.
Até agora a vida passou sobre você. Mas já chega. Documentos, carteira e chaves na mão: você vai viver um pouquinho. Na roadtrip da sua vida vai ter auto-análise, alegrias, tristezas, saudades e descobertas. E, é claro, Brigitte Bardot.
Fulano não sabe passar recados. Fala errado, não se veste adequadamente, nunca sabe responder o que você pergunta e tem uma risada horrorosa, que machuca. Sempre que sai do banheiro, um odor fortíssimo de amoníaco e canela se espalha por toooooodo o escritório. Algumas pessoas até acham o Fulano legal, mas você não.
Eis que o Fulano já era. Você não precisa se sentir culpado, afinal, a culpa é toda dele. Não é nada pessoal. O problema é ele, não você. Quer dizer, er..., é melhor para ele tentar começar bem em outro lugar. E quando Fulano sair da sua sala com o rabo entre as pernas, você aperta o play e pede um cafezinho tentando segurar uma risadinha maquiavélica.
Gica e seus amigos acreditam que existe uma trilha para tudo nessa vida. Se você gostar de alguma, pode pegar porque, no fim das contas, todo mundo vai dançar mesmo. Ah, esse não é mais um blog de crítica musical.